Cadê o orelhão que estava aqui? | Cidade do Rio

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Cadê o orelhão que estava aqui?

Publicado por blogcidadedorio em 31/05/12 | Site

Por Bernardo Moura,

Já perceberam que os orelhões estão sumindo das ruas de nossa cidade? Na semana passada, percebi tal ‘atrocidade’. Como um bom carioca, sempre perpasso por vários bairros (casa-trabalho-faculdade e por aí vai-acredito que aconteça o mesmo contigo também!) e percebi que, antes, onde havia um orelhão, há um buraco, ou uma carrocinha de cachorro-quente ou um camelô vendendo roupas ou coisinhas eletrônicas ou NADA.

Na minha rua, existiam dois orelhões (um no começo e outro no final), te pergunto: aonde eles estão? Não sei! Com o passar do tempo, eles foram enferrujando, enferrujando, e foram arrancados pela própria companhia telefônica. É mole? Há bairros que ainda há orelhões lindos ou conservados: Ipanema, Campo Grande, Copacabana, Tijuca e Méier. No entanto, em outros, eles sumiram: Gávea? Botafogo? Vila Valqueire? Nem sinal! haha. Sem contar que até os do Centro foram extintos. Coitados, eram famosos por terem anúncios de garotas de programas e sex shops. Acabaram!

Será que a culpa é da tecnologia e modernidade? Porque hoje em dia até cachorro tem acesso a celular. E recarga de cartão é coisa barata (R$5). Fazendo uma rápida pesquisa aqui na internet, me deparei com dados espantosos. A Oi, companhia que opera aqui no Rio com todos os orelhões, viu sua receita pública despencar de R$346 milhões no primeiro trimestre de 2009 para R$86 milhões no primeiro trimestre de 2011!

É, orelhão está virando artigo raro e, quase, quase, vai virar objeto de desejo de leilões e colecionadores. Para quem gosta deles, salvem os orelhões, criem uma ONG, façam uma marcha, abracem a Lagoa, sei lá.
Não pode deixar os coitados sumirem. Afinal, nem sempre as nossas queridas operadoras de telefonia celular nos deixam utilizar o serviço nas idas e vindas das ruas cariocas.

Ah, lembrei agora de outra coisa: nos bairros turísticos, há ainda aquelas cabines que cobram as ligações para DDD e DDI, que,
majoritariamente, são usadas por gringos e turistas nacionais. Por favor, salvem estas cabines. PARA ONTEM!