Dicas de Teatro: Paraíso AGORA!, Carnaval Ruço e Vida | Cidade do Rio

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Dicas de Teatro: Paraíso AGORA!, Carnaval Ruço e Vida

Publicado por cidadedorio em 07/11/13 | Eventos

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Por Cassia Carvalho,

Nas últimas duas semanas assisti algumas peças e nesse post irei comentar sobre elas.

Voltei ao Galpão das Artes, no belíssimo Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Fui assistir “Paraíso AGORA!” baseada no filme “Prata Palomares”, censurado durante o período da ditadura militar. Um elenco de muito talento interpretou no melhor estilo o texto original de André Faria e José Celso, dirigido por Jorge Farjalla. Há muito tempo não via uma montagem assim, no melhor estilo dos anos 60 e 70. O espetáculo é uma crítica a repressão exercida na ditadura militar sobre o movimento revolucionário. A peça além de arretadora pelos efeitos sonoros empostação de voz, figurino e maquiagem, iluminação, obscenidades e nus muito bem colocados, ainda traz várias músicas da época como por exemplo “Cálice” divinamente interpretada. 

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A segunda dica de peça vai para “Carnaval Ruço” que estava em cartaz no Instituto do Ator. O texto de Henrique Gusmão tem inspiração tchecoviana.

O espetáculo acontece dentro de um apartamento de um casal que reúne amigos, no Rio de Janeiro, em um dia de carnaval. Discute a falta de valores, a decadência de todas as formas, o vazio existencial gerado pelas escolhas na vida de cada personagem. O comportamento estereotipado e discriminador que é naturalmente assumido e a falta de consciência nas decisões com as consequências alienadas. Mexeu comigo!

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E para finalizar, vamos falar um pouco da peça teatral “Vida”, no teatro Sérgio Porto, realizada pela Companhia Brasileira de Teatro de Curitiba – A montagem é inspirada na obra de Leminski e se passa em uma sala quente, sem janelas. São quatro pessoas que ensaiam uma música enquanto conversam sobre suas vidas e histórias, sentimentos. Os assuntos mais banais são tratados com leveza, revelam conflitos comuns com humor e de forma aprofundada. É um convite a reflexão sobre nossos comportamentos e neuroses instaladas. Ao final, apresentação é acompanhada por uma conversa dos atores, diretor e cenógrafo com a platéia.